| REALIDADE EM CENA |
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| Por Edil | |
| 02 de April de 2009 | |
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Faço minha canção com versos que não tem fim; Só tem meio e começo; o dia que te conheci. Não ouço a melodia, mas percebo a harmonia; Da nota que nos faz um. Invento o ritmo para tocar o instrumento; Suspiro, deliro e aumento; Pois a afinação das cordas; Embalam-nos nas garras do amor.
Não ouço o tocar da banda; Apenas emana de meu peito A sinfonia da orquestra do amor; Os que entendem o que é amar aplaudem.
Sou artista e platéia da peça de nossa vida; Angustio-me no palco, me divirto como expectador; Buscando entender o sentido de amar como ato de vida.
Não procuro a princesa, já tenho a rainha; A inspiradora da canção; Você, que é minha música, minha nota, minha flauta. O instrumento que eu toco e toca em mim.
A realidade em cena encanta; Dramas, tragédias, suspenses, Todos os gêneros percebidos e vividos, Não anulam minha certeza: O grande autor nos reserva um final feliz.
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